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Mostrando postagens com o rótulo Polióptico
Os livros de Eliakim Ferreira Oliveira
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Canteiro de obras (poesia), Uma mesa de tamanho normal (contos) e Contrata-se cronista, paga-se bem; crônicas contos e desenhos prontos para os envios. Quem quiser adquirir exemplares desses livros, entre em contato com o autor, através das redes sociais ou do e-mail eliakim.oliveiras@gmail.com . Já o Polióptico , que há pouco fez aniversário, pode ser comprado em diversas lojas (Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio, Estante Virtual, Um Livro...)
Editora Versos em Cantos entrevista: Eliakim Ferreira Oliveira
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A construção poética: breve comentário ao “Canteiro de Obras” de Eliakim Ferreira Oliveira - Crítica de Felipe Lopes
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Republicado do site da Editora Versos em Cantos: https://versosemcantos.com/2021/04/05/resenha-do-livro-canteiro-de-obras-de-eliakim-oliveira/ O livro de poemas Canteiro de obras de Eliakim Ferreira Oliveira é uma obra para ser lida com dedicação. Ela tem um estilo denso, truncado, como já vimos na sua obra anterior, chamada Polióptico (veja o texto que escrevi sobre ele*). No “canteiro de obras”, vários elementos da sua obra anterior se repetem, mas dessa vez sob um tema diferente: o da construção poética em analogia com a construção civil. Vale citar, em primeiro lugar, o comprometimento com a concretude, substantivos e verbos, quase sem adjetivos. Em segundo lugar, de novo se faz presente um livro de poemas como um projeto de investigação. Cada um dos poemas mereceria uma análise detalhada. Eu, portanto, me limito a rabiscar alguns aspectos gerais da obra. O livro é essencialmente um metapoema, que se orienta de maneira sistemática e possui alguns termos que são caracte...
5 poemas de 'Polióptico' (Córrego, 2019)
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INVESTIGAÇÕES DO OLHAR [...] nunca me vi ultrapassar os limites da luz natural nem muito menos os da metafísica. Francisco Suárez, Disputações metafísicas Aqui não se investiga à luz de lupa, como quem sai em busca de um pelo de urtiga ou do olho de um inseto. Se se mune de pedaço de vidro, não é para ver de que é feita a coisa, mas como é a coisa fora do ver. Explico: num piscar de olhos, como que fica à vista um vestígio, como uma sola suja de terra, marca pela qual se nota, num gesto semafórico, o pisão que se deu. Pode o olho seguir a pista, perseguir o rasto, correr até o risco de gravar um rosto. Pois que feche um olho, mesmo que reste, em algum lugar, talvez no cristalino, aquele pouco de luz, um vestígio que só se vê piscando. Pois fica assim, a esmo, seguindo a própria pista: o rosto do assassino no olho de uma vítima. Para investigar assim, só se fazendo as investigações do ol...
Raquel Naveira, leitora de 'Canteiro de obras' e 'Polióptico'
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Por Raquel Naveira Chegaram os livros de poemas do jovem poeta paulistano, formado em Filosofia, Eliakim Ferreira Oliveira. Canteiro de Obras (São Paulo: Versos em Cantos, 2020) é um conjunto de poemas que seguem um projeto: metapoesia utilizando palavras do universo da engenharia, da construção, da arquitetura, das ferramentas: fundação, pó, prédio, tijolo, cimento serralheiro, pintura de paredes, espátula, grafiato.... Os poemas nos remetem à música "Construção", de Chico Buarque ("Tijolo por tijolo num desenho mágico"), ao método árido do fazer poético de João Cabral de Melo Neto. O poema "Amolador de Facas" nos lembrou a Arte Poética , de Horácio, onde ele usa a imagem do amolador para explicar o trabalho da lima, do aparar palavras que sobrem na poesia. Trecho do citado poema: "Amolar, gesto lírico, Dar à faca um ritmo Que arranca o excesso, Que lhe tira, lhe rouba, Para dar-lhe caminho reto - rasgo à longitude do braço, Ao horizonte do colo,...
Dizer o ver, de Bruno Rosa
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Dizer o ver Para Eliakim e seu Polióptico O que esse Polióptico nos dá a ver Com as mil dioptrias Com que calça ou poli o gênio de seu fazer Açulando a vista Isto é, irritando-a, Retesando-a até doer Para ir mais além, quem sabe, do que se dá a ver ou mais aquém, diríamos, do que se usa para o apreender; Além do claro- escuro em que o ser não-ser não se decide entre mostrar-se, ou seja, ser traindo o olho e a si mesmo no que dá a ver ou elidir-se como se oculto atrás do visto ou no não-ser no escuro recôndito âmago opaco de seu próprio anoitecer; Além do que se apanha no entreato ou descortina-se no entrever na imagem fresca sobre a retina e antes de se a apreender conscientemente, isto é, torná-la um objeto para um saber Enfim, o que essa Polióptica Nos ensina (a ver?) É que o olhar da poesia Apenas a si mesma se...
Polióptico: crítica de Felipe Lopes
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Polióptico Felipe Lopes Alguns poemas são como perfume, um deleite, um enfeite, um adorno. Outros são como música, com tempo marcado, a forma regular. Mas nenhum destes encontramos no Polióptico de Eliakim Ferreira Oliveira. Estes poemas não podem ser lidos sem dificuldade, como se o caminho da leitura estivesse cheio de pedras. As pedras do poema são o impedimento do seguir suave. Nelas se vê a exigência de que, a cada momento, quase a cada palavra, deva-se parar, refletir, olhar onde pisa. De vez em quando se encontra uma rima, um ritmo, mas se dá de forma tão espontânea como uma flor colorida na natureza ainda não modificada pelo humano. O estilo é comprometido com a concretude. As palavras usadas são os substantivos concretos: o olho, o osso, os óculos, o coração. Os adjetivos, quando aparecem, têm uma função apenas subsidiária. A matéria do poema é o fato, o bruto, o mi...