Postagens

Mostrando postagens com o rótulo João Cabral de Melo Neto

Capa de 'Uma história natural e cabralina: a dialética do vivente na poesia de João Cabral de Melo Neto', próximo livro de Eliakim Ferreira Oliveira, em pré-venda

Imagem
Capa de Uma história natural e cabralina: a dialética do vivente na poesia de João Cabral de Melo Neto , próximo livro de Eliakim Ferreira Oliveira, em pré-venda (R$ 35,00). Entrar em contato com o autor através do e-mail eliakim.oliveiras@gmail.com.  Uma leitura da poesia de João Cabral à luz da filosofia da natureza de Schelling. 

Resenha a 'Canteiro de obras', por Alexandre Shiguehara

Imagem
                Uma alegria, para mim, estar ao lado do Anderson Lucarezi, do Roberto Bicelli e do Antonio Carlos Secchin na dedicatória. Considero honrosa essa posição, ainda mais depois da releitura do livro, que sempre confirmará, a cada vez que se repetir, a expectativa alta que a sua poesia gera nos leitores, desde o surgimento do Polióptico .               Como você já sabe, o Canteiro de obras é exigente com o leitor. Ele não apenas resiste à releitura, mas a requer para que se perfaça uma recepção condizente com o rigor da concepção e da fatura. A exemplo da poesia de João Cabral, que permanece como uma referência estilística fundamental, a sua dispensa o artifício das imagens e ritmos envolventes que embalam os sentidos. É o pensamento, no fundo, a sua origem e o seu fim.             À primeira vista, o título e a estru...

Raquel Naveira, leitora de 'Canteiro de obras' e 'Polióptico'

Imagem
Por Raquel Naveira   Chegaram os livros de poemas do jovem poeta paulistano, formado em Filosofia, Eliakim Ferreira Oliveira. Canteiro de Obras (São Paulo: Versos em Cantos, 2020) é um conjunto de poemas que seguem um projeto: metapoesia utilizando palavras do universo da engenharia, da construção, da arquitetura, das ferramentas: fundação, pó, prédio, tijolo, cimento serralheiro, pintura de paredes, espátula, grafiato.... Os poemas nos remetem à música "Construção", de Chico Buarque ("Tijolo por tijolo num desenho mágico"), ao método árido do fazer poético de João Cabral de Melo Neto. O poema "Amolador de Facas" nos lembrou a Arte Poética , de Horácio, onde ele usa a imagem do amolador para explicar o trabalho da lima, do aparar palavras que sobrem na poesia. Trecho do citado poema: "Amolar, gesto lírico, Dar à faca um ritmo Que arranca o excesso, Que lhe tira, lhe rouba, Para dar-lhe caminho reto - rasgo à longitude do braço, Ao horizonte do colo,...

AO LONGO DO RIO: JOÃO CABRAL E TRÊS POEMAS DO CAPIBARIBE, de Alexandre Koji Shiguehara

Imagem
O poeta João Cabral de Melo Neto (que daqui a poucos dias completará cem anos) define, em um ensaio intitulado "Da função moderna da poesia", duas vertentes ou duas águas através das quais escreve: por um lado, uma vertente "participante", por outro, uma vertente da "investigação formal". Ambas as águas, escreve Alexandre Shiguehara, "são duas formas de conceber a comunicabilidade da po esia". Nisso o poeta se punha em posição quase oposta à da poesia moderna, que, ao exacerbar o vetor da 'expressão', teria negligenciado, do ponto de vista do poeta pernambucano, a contraparte indispensável da 'comunicação'. A questão que se coloca é como essas vertentes determinam a poesia de João Cabral. Em que essa poesia participante contribui, por exemplo, com a poesia da investigação formal (a "poesia-poesia", na expressão de Haroldo de Campos) e como uma se relaciona com a outra. Parece-me que é esse o problema que Alexandre...